20.5.08

Damásio e a comunicação "funcional"

Conferência para profissionais do marketing e da comunicação - António Damásio explica comportamento humano (Expresso online, 20/5): «Numa mensagem final ao auditório, constituído por profissionais de marketing e comunicação, grupos de comunicação, jornalistas, artistas, médicos e representantes do Ministério da Cultura, António Damásio apelou para que, "além de carros, os profissionais de marketing se empenhem na promoção de políticas educativas e científicas"

Etiquetas:

11.4.08

"Dá-me o telemóvel já", ou quando o serviço público sai da toca

A DREN "não gostou que os órgãos de Comunicação Social tivessem mostrado o vídeo sobre a disputa de um telemóvel numa sala de aula da escola Carolina Michaelis". Vai daí... (ver A DREN afinal existe, Expresso online, 11/4).

Dados da Marktest: Manifestação de professores e agressão de aluna aumentam em 42 por cento notícias sobre educação na TV (11/4 Lusa/Público online).

Lembram-se? Ministério contra reportagem RTP (2006-06-03): 'Acusa televisão pública de «sonegação de imagens e de informação». Em causa, um trabalho sobre a violência nas escolas. Educação já pediu pareceres. Responsáveis da estação «de consciência tranquila». O Ministério da Educação (ME) pediu hoje pareceres às comissões nacionais de protecção de dados e de protecção de crianças e jovens por suspeita de irregularidades na reportagem sobre violência escolar transmitida terça-feira na RTP.'

Etiquetas: , ,

3.3.08

A Educação a ver passar os TGV's

Prós e Contras, hoje, como de costume pela noitinha e madrugada, volta ao tema da Educação - A Educação na Hora da Verdade: «O que pensa a Sociedade do que está a acontecer na Educação? Vale a pena fazer reformas? Como é que o país deve planear o futuro? Quais as melhores estratégias? Depois do cara-a-cara entre a Ministra e os Professores, a voz de personalidades de referência de diferentes quadrantes da Sociedade. João Lobo Antunes, António Câmara, Luís Palha e Manuel Villaverde Cabral.»

O CM de hoje dá uma ajuda: Superior com a corda na garganta - Universidade Nova gasta seis milhões em reformas: «Segundo o reitor, o pagamento das reformas obriga a cortes na formação dos investigadores, na paragem da construção de laboratórios e na própria manutenção dos edifícios (a universidade tem obras adjudicadas que não avançam devido ao apertar do cinto). Há também cortes nos consumíveis."

O IrrealTV dá outra ajuda: "Não, não é isso que está a acontecer"... (ou a Educação a ver passar os TGV's)

Etiquetas: , ,

29.2.08

"Não, não é isso que está a acontecer"... (ou a Educação a ver passar os TGV's)

O documentarista norte-americano Godffrey Reggio, autor da "Qatsi" Trilogy, dizia que «os acontecimentos relatados pelos media não interessam - não é isso que está a acontecer». Em boa medida, tenho que lhe dar razão.

Para pegar no “nosso” caso: o ex-ministro de Sócrates, Luís Campos e Cunha, dizia ontem, na SIC Notícias, que em relação ao investimento no TGV é necessário desde logo haver uma análise custo/benefício, que não existe. Como se está a falar de 7 mil milhões de euros não se pode, de facto, brincar em serviço.

Mais (digo eu): essa análise custo/benefício, provavelmente, não deveria ser vista comparativamente ao pendular ou à alta velocidade, mas sim relativamente ao sector estratégico para o desenvolvimento de Portugal, que é, certo e seguro, o seu sistema de ensino, ou melhor, a reforma séria do seu sistema de ensino, a começar pelas condições básicas do parque escolar ao nível do básico, secundário e superior e a terminar numa reforma extensiva a pensar na revolução digital que está aí à porta, como aliás, Alvin Toffler, na sua recente passagem por Portugal, observava ser crucial, sob pena de se hipotecar o futuro.

Daí que a grande pergunta que os media deveriam fazer, quanto mais não fosse a si próprios, era a da aplicação dos famosos 7 mil milhões de euros: vamos esbanjá-los (espécie de remake dos estádios do Euro 2004) na redução em 20 minutos da ligação ferroviária Lisboa-Porto, ou vamos potenciá-los criando um futuro melhor para os jovens deste país e dando uma nova esperança a Portugal? Se há “agenda” para os media é essa: qual o presente-futuro para a Educação? Há ou não uma prioridade para a Educação face, por exemplo, ao anedótico TGV Lisboa-Porto? Ceder ou não ceder aos “sound-bytes” dos novos elefantes brancos, eis a questão.


Sobre o tema:

- Senhores milionários façam favor, que os professores ficam para a madrugada

- O desafio da modernização, a inércia da informação e as velhas assombrações

- Notícia do 'cancro' que não está num Telejornal perto de si

- Conhecimento, Educação... é o que mais faz falta na RTP1

- RTP vs. Educação: o Telejornal não estava (outra vez) lá (act.)

- O Telejornal não estava lá

- Enquanto cair chuva numa sala de aulas...

- Futebol que arrasta multidões, multidões que arrastam redacções, redacções que se arrastam em futebolações...

- “Quando a violência vai à escola” respeita deontologia

- Tapar o sol com a peneira... ou calar o Serviço Público de Televisão quando ele quer sair da toca

- A T(G)V que Portugal precisa

- A televisão como novo membro de família

- Televisão não rima com Educação

- Das estratégias do torpor

- "Chove no telejornal"

- Mantorras no Telejornal das Maravilhas

- Prós e Contras/Ensino Superior - sindicatos excluídos & etc.

- O Parlamento estará satisfeito com esta RTP1?

- Onde se exige 'ética de antena' à RTP1

Etiquetas: , , ,

14.2.08

Lifeblood of democracy? Learning about broadcast news

Lifeblood of democracy? Learning about broadcast news: Ofcom published today an independent qualitative research report by the British Film Institute on learning about broadcast news, which looks at the learning outcomes of three of the 120 schools taking part in the pilot BBC News School Report project. School Report is a project which aims to enable Year 8 (12 and 13 year old) students in UK schools to learn about news production by giving them the opportunity to produce and broadcast their own reports. The report forms part of Ofcom's wider work on Media Literacy which is a key priority for 2008-09.

Etiquetas: , ,

14.5.07

Eduardo Lourenço e a TV

Eduardo Lourenço a Luis Miguel Queirós ("Retrato de um pensador errante", Pública, 13.5.07)

- Faz um balanço negativo dos efeitos da televisão, designadamente em Portugal?

R: O paradoxo é que este estar em toda a parte e não estar em nenhuma, é também uma forma de solidão. E, talvez como forma de nos defendermos dessa dispersão, dessa ubiquidade, em vez de sairmos e voltarmos a casa, como fez a geração de 70 – quero estar em Paris e depois quero estar no Douro, em Tormes –, agora queremos mesmo é estar numa Tormes permanente, com a televisão a fornecer-nos as vistas. Isto tem coisas positivas, mas claro que a televisão podia fazer mais: em vez de nos dar um fluxo contínuo de telenovelas medíocres (com raras excepções), podia aproveitar para reciclar as grandes páginas da nossa própria ficção, mais do que faz.
Eu não a ponho em causa. Vejo muita televisão. À noite, quando não tenho mais que fazer, vejo televisão. Sobretudo noticiários, mas também o canal ARTE, que tem coisas que os outros não têm. A televisão pode oferecer momentos muito interessantes. Pode ter-se ali bem, com agrado, uma espécie de cultura de bolso. Mas uniformiza os conhecimentos e os comportamentos de um país – os bons e os maus – a todos os níveis. Claro que a informação que transmite é importante, mesmo se muito centrada no “fait-divers” nacional. E lá fora até há várias muito piores do que a portuguesa, que só vivem de sexo e violência, como a espanhola. A coisa aqui é mais moderada. Em França, a televisão é muito redutora. A imprensa é muito mais variada, e até a rádio. A televisão tem de cobrir Paris, para a cidade-luz poder iluminar a nação, mas não pode passar, também, sem todo o “fait-divers” de província, senão fica sem audiência.
A verdade, lá ou aqui, é que se a televisão tivesse outro tipo de exigência, não tinha público. Em Portugal, ainda assim, há essa coisa boa de passarem os filmes com legendas. Lá fora, só por excepção é que se consegue ver um Bergman no original.

Etiquetas: ,

8.5.07

Notícia do 'cancro' que não está num Telejornal perto de si

Chegou ao fim a excelente série de António Barreto. Poderia ainda continuar por mais umas semanas se tivesse havido uma melhor adequação do tempo por episódio à própria prática/público da RTP1. Neste último episódio, abordou-se um pouco o cancro da Educação em Portugal. Que vai alastrar.

A ministra da Educação dizia na Visão que a recuperação do básico e do secundário necessita de mil milhões de euros - e que essa não é tarefa para agora. Mas o TGV Lisboa-Porto, que não servirá para grande coisa - a não ser para fazer alastrar esse mesmo cancro - vai custar sete mil milhões de Euros (sem derrapagem). São notícias do 'cancro' e da sua hipertelia. Que não estão num Telejornal perto de si.

Revisão da matéria:

RTP vs. Educação: o Telejornal não estava (outra vez) lá (act.)

O Telejornal não estava lá

Enquanto cair chuva numa sala de aulas...

Futebol que arrasta multidões, multidões que arrastam redacções, redacções que se arrastam em futebolações...

“Quando a violência vai à escola” respeita deontologia

Tapar o sol com a peneira... ou calar o Serviço Público de Televisão quando ele quer sair da toca

A T(G)V que Portugal precisa

A televisão como novo membro de família

Televisão não rima com Educação

Das estratégias do torpor

"Chove no telejornal"

Mantorras no Telejornal das Maravilhas

Prós e Contras/Ensino Superior - sindicatos excluídos & etc.

O Parlamento estará satisfeito com esta RTP1?

Onde se exige 'ética de antena' à RTP1

Etiquetas: , ,

Site Meter