31.5.07

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28.5.07

RCTV (1953-2007)

26.5.07

Mulheres aconselham desligar a televisão

Paredes de Coura: Mulheres aconselham desligar a televisão (Diário Digital/Lusa, 25.05.07): "Isabel, Joaquina e Gracinda, juntas, tiveram 47 filhos. Por isso, dificilmente entendem o que se passa com as mulheres de hoje. (...) E, com a ponta de humor que lhes conforta a vida, deixam um conselho aos casais: desliguem as televisões."

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23.5.07

Os media no caso Maddie (act.)















Responsáveis admitem exageros nos directos do Algarve
(Jornal de Notícias, 23.5.07)

Um caso que tornou reais os nossos fantasmas (Jornal de Notícias, 21.5.07)

Desesperadamente à procura de uma cacha no caso Madeleine (Público, 20.5.07): "Raramente a imprensa investiu tanto na cobertura de um crime em Portugal. Na Praia da Luz, dezenas de jornalistas farejaram todas as pistas. Nem sempre de acordo com as regras".

Maddie: «media exageraram na cobertura». Concorda? (Portugal Diário, 19.5.07)


De facto, a cobertura deste caso, de um modo geral, tem decorrido com excessiva paixão, excessiva emoção, e com menos rigor. À falta de informações objectivas e de “briefings” regulares feitos por responsáveis e investigadores policiais, os media têm tido tendência a “romancear” inúmeras situações, procurando manter a audiência fidelizada e expectante, ou procurando encher a qualquer custo as primeiras páginas dos jornais do dia seguinte. Designadamente nas televisões há, em geral, uma evidente “novelização” na abordagem do tema e uma muito exagerada ocupação do espaço/tempo dos telejornais, potenciadas, no caso português, pelo facto de haver durações de serviços noticiosos que vão em regra da hora à hora e meia, ou mesmo mais. A informação evolui assim para os seus novos terrenos, há muito experimentados (espectacularização do real, prioridade à actualidade trágica, à catástrofe e ao fait-divers), abdicando de um registo rigorosamente jornalístico, para uma edição continuada e enovelada de ‘estórias’, suposições, alegações, “novos indícios”, novos “suspeitos”, depoimentos, imagens de casas, do circo mediático, locais, directos, intervenção de “especialistas”, alguns mesmo com boas doses de imaginação, etc, etc., procurando manter no conjunto da edição, no dia-a-dia informativo, uma espécie de tensão narrativa, que tanto se aproxima da ficção popular-televisiva como do formato do “reality show”, géneros dominantes.

O que poderia ter sido feito para evitar excessos? Basicamente, mais jornalismo e menos novelização. Mais objectividade e menos suposições. Menos emoção e mais razão. Este deveria ser, inclusivamente, um tempo e um tema absolutamente oportuno para os media se verem ao espelho e se pensarem a si próprios. Para o jornalismo se interrogar e interrogar as suas práticas. No sentido de olhar o caso singular Media/Maddie. De pensar local, actuar global. José Miguel Júdice partia do caso Maddie para chegar ao Darfur. É isso que está em jogo desde a Revolução Industrial. Desde que os media são media. Um jogo que falharam. Os media falharam claramente, historicamente, uma visão global do humano, para se prenderem nas visões e emoções particulares de casos individuais e de fait-divers. Pensemos a dualidade Norte/Sul e no que os media não souberam fazer pela sua aproximação, para se ter justamente uma ideia da demissão dos media, enquanto quarto poder, na história contemporânea.

Seria importante uma maior contenção genérica neste caso. Mais rigor, mais concisão e cuidado no que diz respeito aos directos e às efabulações e enovelamentos de repórteres, editores e directores de informação. Se bem que haja aqui uma hipersensibilidade, entretanto adquirida pelas audiências via media, há que emendar a mão, se para tanto houver coragem e engenho, o que é pouco provável. Importaria, doravante, redireccionar o impulso ‘reality TV’ bem ilustrado neste caso, para uma ética e uma prática deontológica apostada não nos faits-divers, mas nos factos de história, nos factos que fazem mudar a história e os homens. Nos temas que verdadeiramente integram o sentido da história, os temas da grande dimensão humana e da cidadania universal, da experiência social e comunitária, também individual, obviamente, mas a ‘inscrição’ violenta dessa experiência, como diria José Gil (Portugal Hoje, o Medo de Existir), a inscrição dessas diferenças e dessas margens, que hoje separam os homens entre cidadãos e párias dos media. É óbvio que os “cidadãos” dos media não estão no Darfur, não estão em África, não estão sequer nos subúrbios de Paris ou Lisboa. Mas podem estar, até por uma trágica ausência, como agora, numa pacata praia algarvia. É desse sangue que se alimentam os media e em particular os tablóides e uma boa parte da televisão.

Ainda:
Media, Maddie, Darfur...

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21.5.07

RAI, Sexo, Vaticano, Chávez, Poutine...














Movilización contra Chávez por el cierre de una televisión (eldiariomontanes.es, 21.5.07)

Manifestation à Moscou contre la "télévision de Poutine" (Le Monde, 21.5.07)

ANSA: "O mundo político italiano debate a possibilidade de a RAI transmitir um documentário da BBC sobre abusos sexuais de sacerdotes católicos contra crianças e adolescentes. O documentário, intitulado Crimes Sexuais e o Vaticano foi transmitido em Outubro pela BBC."

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...e também a Net

















Ver OpenNet Initiative: "Internet censorship and surveillance are growing global phenomena. ONI’s mission is to identify and document Internet filtering and surveillance, and to promote and inform wider public dialogue about such practices."

Censura estatal online aumenta (Expresso online, 19.5.07)

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12.5.07

Media, Maddie, Darfur...

José Miguel Júdice, "A histeria de Lagos", Público, 11.05.2007: "(...) Em 2006 desapareceram em Portugal 31 crianças, mais de metade das quais com idades entre 11 e 15 anos. Apesar disso, não vi helicópteros e aviões fretados por canais de televisão, centenas de polícias e de cães mobilizados, embaixadores a fazer declarações no meio de ambulâncias, o Presidente da República a ser solicitado para declarações públicas.

"(...) O que se passou em Lagos é estatisticamente uma inevitabilidade que decorre da realidade que define o nosso tempo; e é estatisticamente irrelevante em Portugal. Pelo contrário, o que se passa noutros países, alguns dos quais atrás mencionei, não é estatisticamente irrelevante. Mas os media, britânicos ou portugueses, estão-se positivamente borrifando, é para o lado que dormem melhor, estão-se nas tintas, porque manifestamente é mais perigoso e dá menos audiências relatar a tragédia cósmica de Darfur do que descrever em directo os pormenores do drama familiar de Lagos."

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11.5.07

Dia sem TV, associações de telespectadores & etc.

Em Portugal e Espanha: "Três milhões estiveram ontem um dia sem ver televisão" (Lusa/Público online).

Sobre associações de telespectadores recupere-se um post muito zangado com as ditas cujas: "
La farsa de las asociaciones de telespectadores - SE DESTAPA EL ESCÁNDALO DE LAS ASOCIACIONES DE ESPECTADORES.

"Crónicas Marcianas" desenmascaró mediante un reportaje de investigación el funcionamiento de las asociaciones de telespectadores y su representatividad. El programa de Javier Sardá ofreció una serie de entrevistas realizadas con cámara oculta a los presidentes de cuatro de dichas asociaciones de telespectadores – El Foro del Espectador, FIATYR, ATR y Asociación Plaza del Castillo-. El documento mostró por primera vez la trastienda de estos organismos, su numero real de afiliados, sus irregulares mecanismos de financiación y la reaccionaria ideología que representan, considerada por el equipo de Sardá y como demuestra sobradamente el reportaje, una ideología poco representativa de la sociedad, ultraconservadora, homófoba y nostálgica del franquismo.

El reportaje demostró la falta de credibilidad de las asociaciones de telespectadores, los organismos que más presión ejercen en la cruzada “anti-telebasura”, A pesar de esa falta de credibilidad y de representatividad, sus opiniones son tenidas en cuenta por el Gobierno para el debate sobre la calidad televisiva y la elaboración del código de regulación de contenidos. (...)

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8.5.07

Prós sem PC contra (act.)

O PCP considera-se discriminado por ter sido "excluído de uma forma inqualificável" do programa da RTP1 Prós e Contras, propondo-se promover um protesto em frente à Casa do Artista, onde o programa é gravado (Público online/Lusa). Entretanto, diz o JN que, na sequência, cerca de 300 pessoas se manifestaram ontem à porta da Casa do Artista. [Panfleto via Grande Loja]

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27.4.07

O novo 'pivot'

24.4.07

Semana Sem TV (acção no Porto)


















Foi dia 23 de Abril, mas fica para arquivo: o grupo Artactiv@ e o GAIA organizaram uma performance de rua sobre o tema da Semana sem TV, na Praça da Batalha, Porto.


Esta campanha internacional (www.tvturnoff.org), promovida pela AdBusters desde 1999, e em Portugal pelo GAIA a partir de 2005, propõe uma semana de pausa e reflexão sobre a semana sem televisão.

GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental

http:/gaia.org.pt/

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22.4.07


Could you spend a week without watching television? If you want to take the challenge, go to www.tvturnoff.org for tips, suggestions and activities for your family. And go to adbusters. Families shut down TV time this week.

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'Couch potato', não obrigado

Oxford English Dictionary definition of 'couch potato': " Person who spends leisure time passively or idly sitting around, especially watching television". The first recorded use of "couch potato" was in the Los Angeles Times in 1979 and it entered the Oxford English Dictionary in 1993. Mas... Farmers want "couch potato" removed from the dictionary because they believe the expression is damaging the vegetable's image.


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21.4.07















Here you will find tonnes of TV theme songs from yesterday and today.
Browse our huge archive 1,486 theme songs using the index above or below. All of the themes are in MP3 format. If you can't find a theme song, contact me and I'll try to get it for you.

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15.4.07

A "sala dos queimados"

Ler no DN (14.4.07) a peça de Sónia Morais Santos sobre a experiência de Mário Crespo na RTP. A sua passagem pela "sala dos queimados": «'Um dia chamaram-me para me dizer que iam arranjar-me um gabinete'. Mário Crespo foi então posto num andar vazio de um prédio em frente à RTP. 'Fiquei sozinho num andar inteiro, com uma mesa e uma cadeira. Sem nada para fazer. Seis meses no mais absoluto silêncio e vazio. Seis meses" [de 1998 a 2001 Crespo esteve sujeito a essa espécie de "tortura" na RTP a que se chama a "prateleira" deixando-o com essa "dor que se perpetua, uma ferida que não sarou, "nem vai sarar"].

Hoje como será? Onde ficará a sala dos queimados? E a dos chamuscados? Alguma dica? Mesmo que sejam só "queimaduras" de primeiro grau...

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28.3.07

"Il est plus facile d'interdire de voir que de permettre de penser. On décide de contrôler l'image pour s'assurer du silence de la pensée et puis, quand la pensée a perdu ses droits, on accuse l'image de tous les maux, sous prétexte qu'elle est incontrôlée" (em leitura)

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15.3.07

Karl Popper, o director de programas e o espírito democrático

Joaquim Fidalgo, ontem no Público (crónica intitulada "Alternem, alternem"): "(...) Li, há dias, uma curiosa entrevista do director de programas da SIC, Francisco Penim, um homem que confessa não dormir há um ano, tão atarantado anda com a pressão de recuperar a liderança de audiências. Mas ele precisa de arranjar maneira de dormir, não é?... E garante que já encontrou o segredo que permitirá à sua estação voltar a ser líder. Ele o diz: "Quando tiver no ar três novelas produzidas por nós e três pela Globo [a SIC] volta à liderança." Cá está a fórmula do sucesso: não duas, não três, não quatro nem cinco, mas seis, seis novelas ao mesmo tempo em antena, três portuguesas e três brasileiras... "

Ao ler a crónica do Joaquim Fidalgo, lembrei-me de uma história contada por Karl Popper no livro "Televisão, um perigo para a democracia": "Por ocasião de uma conferência que dei há alguns anos na Alemanha tive o ensejo de conhecer o responsável de uma cadeia (de TV) que se deslocara para me ouvir juntamente com alguns colaboradores. (...) . Durante a nossa discussão fez afirmações inauditas, que se lhe afiguravam naturalmente indiscutíveis. «Devemos oferecer às pessoas o que elas esperam», afirmava, por exemplo, como se fosse possível saber o que as pessoas pretendem recorrendo simplesmente aos índices de audiência. Tudo o que é possível recolher, eventualmente, são indicações sobre as preferências dos telespectadores face aos programas que lhes são oferecidos. Esses números não nos dizem o que devemos ou podemos propor, e esse director de cadeia também não podia saber que escolhas fariam os telespectadores perante outras propostas. De facto, ele estava convencido de que a escolha só seria possível no quadro do que era oferecido e não perspectivava qualquer alternativa. Tivemos uma discussão realmente incrível. A sua posição afigurava- se-lhe conforme aos «princípios da democracia» e pensava dever seguir a única direcção compreensível para ele, a que considerava «a mais popular». Ora, em democracia nada justifica a tese deste director de cadeia (de TV), para quem o facto de apresentar programas cada vez mais medíocres corresponde aos princípios da democracia «porque é o que as pessoas esperam». Nessas circunstâncias, só nos resta ir para o inferno!

"A democracia, como expliquei algures, não é mais do que um sistema de protecção contra a ditadura, e nada no seio da democracia proíbe as pessoas mais instruídas de comunicarem o seu saber às que o são menos. Pelo contrário, a democracia sempre procurou elevar o nível de educação; é essa a sua autêntica aspiração. As ideias deste director de cadeia (de TV) não correspondem em nada ao espírito democrático, que sempre foi o de oferecer a todos as melhores oportunidades. Inversamente, os seus princípios conduzem a propor aos telespectadores emissões cada vez piores, que o público aceita desde que se lhes acrescente violência, sexo e sensacionalismo".


Popper escreveu o texto em 1993. Releiam e digam lá se não está quase tudo actual.

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5.3.07

Almerindo vê contas, não vê conteúdos

Almerindo vê contas, mas não vê muito os resultados, isto é, as imagens. Faz mal. O Irreal dá um conselho: para ver o que de pouco famoso andam a fazer com as suas boas contas, durante umas semanas, de segunda a sexta, poderia tirar uma sabática e ver de empreitada o programa do Mendes, o Telejornal de uma hora, o Malato e a novela brasileira. Descansa nos intervalos. Vai ver que é remédio santo. Depois já poderá falar com um pouco mais de propriedade do bonito serviço (público) que a RTP1 nos dá a ver todos os santos dias da semana. Ver entrevista ao DN, incompleta online: Indemnização pode baixar para os serviços actuais (Entrevista com Almerindo Marques); "Não intervir na programação e informação é a marca que fica"

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11.2.07

"Só há lugar para um" outro Serviço Público















João Lopes (DN, 6ª, 9.2.07): "Afinal, é mesmo uma concursite aguda. (...) Estamos em pleno combate de feras, típico do mais pueril concurso televisivo. O que conta, o que realmente decide tudo, é a possibilidade de esmagar os adversários. Num arremedo de obscena competitividade, é o slogan da RTP o diz: "Só há lugar para um". (...) Qual a diferença entre isto e os telefonemas para manter o Zé Maria no Big Brother? (...) Para os que, como eu, viveram a adolescência em pleno salazarismo, esta é mais uma penosa derrota. Como se não bastassem os limites, as amarguras e os erros da nossa geração, agora torna-se ainda mais difícil transmitir aos mais novos seja o que for sobre a complexidade dos tempos que vivemos. Temos, por isso, que reconhecer a terrível evidência: não é possível contrariar o simplismo imposto pela televisão pública. Seja qual for a votação, perdemos."

Revisão da matéria:

"(...) mais uma insuportável campanha de psicanálise colectiva de pacotilha" Eduardo Cintra Torres, Olho Vivo, Público, 4.2.07)

SMS anónimo apela ao voto em Salazar (DN, 30.1.07)

Miguel Sousa Tavares e o concurso 'idiota'

Mário Soares: "Um concurso impossível, sem critérios e pouco inteligente, mas fez-se"

A RTP, a "ressalarização" e o 'espectáculo abominável'

Fantasmas de Salazar, madrugada dentro, na RTP1 (ou as novas formas de censura)

"Censurar" Salazar, ou promover o Ditador a "Grande Português"?

A Televisão e a Ditadura (1957-1974)

Salazar, o regime e a televisão

A Comunicação Social em Portugal no Século XX - Fragmentos para a História de um Servidor de dois Amos

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27.1.07

Indústria televisiva

Corria o ano de 1983 e pela RTP a coisa, para não variar, não estava nada boa. Recupera-se esta actualíssima 'linha de montagem' de aparelhos-ideológicos-acima-de-qualquer-suspeita que António desenhava para a edição do Expresso de 24 de Setembro. A liberalização ainda vinha longe, mas saltava também à vista que 'mais televisão' era já 'mais do mesmo'.

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