26.3.08

Direito à indignação

Enquanto uns saúdam a nova televisão pública brasileira - TELEVISÃO PÚBLICA E DEMOCRACIA (folhaes.com, 25/3) - outros preferem discorrer com adjectivada veemência sobre fenecimentos catódicos: FALECEU A TELEVISÃO BRASILEIRA (Cecél Garcia, Segs.com.br - Portal Nacional de Seguros, 25-mar-2008): «Tomara Deus que eu seja lido por algum político ou autoridade influente no meio televisivo que se sensibilize e comande algum tipo de força tarefa.

«Para que possamos ter uma televisão com nuances de qualidade de programação, cultura subtextual, entretenimento substancial, isenta do carregado preconceito de raça, cor e do pseudo padrão de beleza com forte tônica fascista e que acima de tudo forme e informe.

«Pois a televisão que temos hoje - flagrantemente - vocacionada e com propósitos voluntários e tendenciosos para promover a anti-cultura, a violência como produto de consumo, o absolutismo do deseducar, a conivência com o emburrecimento e o retrogrado como indução para um consumismo desvairado. Tudo isso num desejo pré-insano da busca de um crescimento nos balizadores e índices, semicriminosos, de audiência.

«E esse esgoto intelecto/visual que verte abominação é conduzido por apresentadores - dentre muitos - sem o pertinente - preparo acadêmico e como já não bastassem, alguns dão conselhos de comportamento sexual para jovens confusos e por telefone. Outros utilizam-se de uma linguagem chula e rasteira - imunes à censura - e que duvido permitirem seus filhos ou próximos a assisti-los. Em razão da tamanha ausência de criatividade, excesso desmedido de demagogia, ironia, verborragia e soberba, e que além de posarem como auto-representantes da verdade absoluta.

«Trazem, em nome de suas vaidades, a total falta de respeito para com o sofrimento de entrevistados incultos e incautos - e muitas das vezes contratados, ensaiados e dirigidos para mentir.

«Somos sabedores que uma massa, intencionalmente, emburrecida torna-se presa fácil como vítima das urnas, elegendo os falsos profetas.

«Somando-se a esse movediço terreno vergonhoso e que agride os sensos cívicos e éticos, temos como resultado um hiper poder político que se tornam protegidos, intocáveis e acima do bem e do mal, pelos instrumentos constitucionais da impunidade, foro privilegiado e outros contrastes e antagônicos referenciais.
«Em resumo, ou lutamos para transformar esse surrealismo pífio ou nos concentremos para não ficarmos tentados em pedir a volta da criminosa, nociva e impiedosa chaga. Chaga aquela que ceifou-nos a todos...A ditadura militar.»

Etiquetas:

Site Meter